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Inquietações

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21
Out19

Amor primeiro

Liliana Rodrigues

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Vamos falar de amor: o mais puro, verdadeiro e desinteressado. O amor que é injustamente esquecido por ser desinteressante; aquele que, tantas e tantas vezes, até vezes de mais, se tem como garantido. O amor que se auto-anula. Já descobriste? Não? És muito distraído. Vá, pensa lá bem.

Vamos falar do primeiro amor. Aquele amor que acontece miraculosamente quando o olhar se cruza; quando se olha olhos nos olhos. Quando o olhar ainda enublado, desfocado e descontextualizado acontece. Um primeiro instante. Um amor cego. E agora? Já chegaste lá? Não? Bolas! Se ainda não sabes, és cegueta.

O amor que é vítima do tempo e que, com o tempo, passa para segundo plano. O amor injustiçado pelos desígnios da vida atarefada e alienada. O amor que poucos têm a coragem de enaltecer. O amor que nunca pára de crescer.

Os seus cabelos são macios, a pele suave e a voz tranquilizadora. Os seus braços, uma muralha robusta e forte, capazes de proteger contra as maiores intempéries da vida. O seu coração (ah, o seu coração), do tamanho do universo e mais além. Sempre presente, mesmo que distante, em todos os momentos. Sempre, sem que seja preciso pedir, porque sabe sempre quando é preciso.

Confidente. Amiga. Apoiante; a maior fã de todos os tempos. Educadora; amorosa e exigente. Enfermeira exímia de todas as doenças e “dói-dóis”, capaz de curar todos os males com um beijo. A guardiã da noite; aconchegando com os cobertores e abraçando a cada pesadelo. A nossa intercessora perante Deus que, quer acredite ou não, só pede a protecção de quem ama: e se ama.

O amor altruísta; que só se contenta com tudo e tudo é a felicidade do outro. O amor de alguém que tudo abdica, arrisca e enfrenta para proteger e defender quem ama. O amor maior de todos os amores. O amor de mãe.

Este amor deve ser lembrado e relembrado vezes sem conta. Deve ser retribuído e redobrado vezes sem conta. Deve ser celebrado para sempre. Este amor é para a vida toda. Intemporal. Imortal. Desigual.

Amo-te mãe.

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