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Inquietações

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16
Jan21

Vão-se lixar

Liliana Rodrigues

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(imagem retirada do Google)

 

A viver um segundo confinamento, com os números de infetados e de mortes a subir, ainda há quem viva em negação. Há quem continue a desafiar a sorte. Confraternizações em restaurantes e bares ilegais são mais do que desobediência, são um desrespeito por quem é vítima da Covid19 e por quem já perdeu a sua vida.

Acredito na liberdade e defendo-a com unhas e dentes, mas a liberdade de um acaba quando compromete a liberdade de outro. Por mim, os negacionistas são livres de viverem no mundinho cor-de-rosa deles, lá bem longe de todos os outros. Se querem viver com a cabeça enfiada na areia, como as avestruzes, força. Agora, não é por acreditar que uma coisa não existe que ela desaparece. Se assim fosse era perfeito e talvez me convertesse logo, mas não é.

A situação que se vive nos hospitais é dramática. Todos os dias fecham-se serviços de especialidades para abrir serviços Covid. Os serviços de Urgência estão para lá do limite. Se isto é ficção, então vivemos todos num filme muito esquisito e sem fim à vista. Não sei quem escreveu o argumento, mas neste filme todos temos o papel de protagonista e há quem teime em ser o vilão. É preciso que todos tomem consciência da responsabilidade que têm no controlo desta pandemia.

O esforço tem que ser conjunto, não adianta uns sacrificarem-se por quem se está a lixar para os outros, com as suas teorias da treta. Talvez, a covid 19, ainda não lhes tenha batido à porta graças ao cuidado da restante população. A máscara protege-nos do vírus, mas não da idiotice. O problema está aí. Os negacionistas começam a espalhar a sua idiotice pelas redes, minando a mente de quem se começa a fartar de tanta restrição.

Enquanto uns cumprem o confinamento, outros fazem jantaradas, em casa e em restaurantes, vão a bares ilegais e juntam-se para jogatanas em recintos fechados. Vão-se lixar. Assim não vamos lá. O esforço tem que ser colectivo.

Todos estamos cansados. Ninguém quer que este novo normal se torne, de facto, normal. Todos desejamos que esta situação passe à história. Quando o vírus chegou a Portugal, sempre disse que isto seria  uma maratona e não um sprint. Quem corre maratonas sabe bem que o importante é manter uma cadência certa e nunca perder o foco na meta. Não podemos desistir, temos que persistir.

É claro que a pandemia serve como desculpa para muita coisa, mas não pode servir para a irresponsabilidade. Vivemos momentos muito duros, mas decisivos. Temos que estar melhor informados (fontes credíveis e oficiais) e despertos para a imergência de novas ideologias e teorias.

Aos negacionistas, espero que continuem a ser as avestruzes que têm sido. Que se encontrem todos, num serviço qualquer, para dançarem ao som do monitor cardíaco e do ventilador, se tiverem a sorte de ainda ter vaga. Vão-se lixar.

 

 

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